sexta-feira, outubro 17, 2003

Via o joranal Record:

Os 19 jogadores que na terça-feira se encontravam na unidade hoteleira de Malmoe, visitada pela brigada de narcóticos da polícia sueca, submeteram-se ontem à noite a um controlo "antidoping", solicitado pelo próprio clube à Comissão Nacional de Anti-Dopagem (CNAD), com o objectivo de dissipar as dúvidas levantadas pela Imprensa sueca, segundo a qual, o Sporting teria actuado sob o efeito de substâncias proibidas. A recolha de sangue e urina decorreu pelas 22 horas nas instalações do novo Estádio José Alvalade e esteve a cargo de quatro médicos oficiais do CNAD: João Marques, Valério Rosa, Luís Levim e Renato Graça.

A hora tardia da recolha prende-se com o facto de esta ter de ser realizada num espaço de 24 horas após o final do encontro de Malmoe, para que não subsistam dúvidas em relação à existência de substâncias proibidas no organismo dos jogadores. Se a despistagem das substâncias se realizasse mais tarde, os acusadores poderiam alegar que a "droga" utilizada se dissipara no organismo.

O próprio CNAD colocou reservas à realização da recolha, mas confrontado com o bom nome do clube e do desporto nacional disponibilizou-se.

Inevitável

Gomes Pereira concorda que a medida foi exagerada, mas inevitável. "A medida que foi tomada hoje (n.r.d., ontem ) é exagerada atendendo à dimensão real da questão, mas ajustada, se considerarmos a dimensão irreal que este assunto tomou e a especulação criada à sua volta", começou por justificar o médico do Sporting. "Esta medida defende os interesses dos jogadores do Sporting e, em última análise do desporto nacional, porque nunca admitiremos que seja posta em causa a idoneidade profissional dos atletas e das nossas práticas clínicas", acrescentou Gomes Pereira.

O clínico leonino revelou ainda que "os jogadores não deram por nada" e que só quando foram chamados a comparecer nas instalações do Estádio José Alvalade, "tomaram conhecimento da dimensão que o assunto estava a tomar".

Gomes Pereira disponibilizou atletas para o controlo

Gomes Pereira manteve durante o dia de ontem o discurso da véspera, em Malmoe. "Fomos visitados por três elementos da brigada de narcóticos e, à sua chegada, disponibilizei todo os atletas para o controlo antidopagem. Os agentes disseram-me que não era esse o objectivo da visita e pediram-me algumas explicações", recordou o chefe do departamento médico, acrescentando: "Eles queriam saber para que tinham servido as seringas, porque tinham ali ficado e se não havia hipótese de ter sido auto-utilizada. As explicações foram dadas".

O médico leonino concorda que terá existido alguma falta de cuidado ao deixar as seringas num caixote de lixo, embora isso não tenha levantado qualquer problema junto das autoridades suecas. Gomes Pereira confirma que os agentes levaram consigo duas seringas que serão agora submetidas a análises, cujo resultado será conhecido dentro de duas semanas.

Para que serve a vitamina do complexo B

A substância ministrada a diversos jogadores do Sporting - e não apenas a Beto - foi a vitamina do complexo B, que, segundo Gomes Pereira, "tem efeitos terapêuticos que podem beneficiar os atletas". O produto pode ser ministrado por via oral ou injectável e é actualmente utilizado por variadíssimos clubes de futebol profissional
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quinta-feira, outubro 16, 2003

Claramente a notícia da TSF desinforma mais do que informa.
Na TSF:

Encontradas seringas em hotel na Suécia
Várias seringas foram encontradas, na quarta-feira, no hotel onde o Sporting esteve hospedado, a fim de preparar o jogo com o Malmoe, da segunda «mão» da primeira eliminatória da Taça UEFA.

A Federação Sueca de Futebol já fez saber, através da voz do seu presidente, que não acredita nas «desculpas» apresentadas pelo médico dos «leões».

Gomes Pereira, o médico do Sporting, explicou aos representantes da UEFA que se limitou a administrar um medicamento a um jogador do plantel do clube de Alvalade. Os representantes da União Europeia de Futebol acreditaram, sem reservas, na versão que lhes foi apresentadas pelo elemento do departamento clínico dos «leões».

Quem não acredita nesta versão é a Federação Sueca de Futebol, que já deu conta, por intermédio do seu presidente, de que suspeita da credibilidade do médico do Sporting, Gomes Pereira.

Uma especialista sueca em questões relacionadas com doping também já deixou claro que, na sua opinião, a história das multivitaminas administradas por injecção lhe «cheira a esturro».

Esta mesma especialista frisa, no entanto, que será muito difícil, mesmo praticamente impossível, poder resolver esta situação, uma vez que os representantes da UEFA não permitiram que, após o final do encontro Malmoe - Sporting, que os portugueses venceram por 1-0, graças a um golo do avançado brasileiro Liedson, fosse feita uma análise à urina dos jogadores da equipa treinada por Fernando Santos.
No MaisFutebol:

Empregada encontrou uma seringa no quarto de Polga
Malmö: Brigada de Narcóticos no hotel do Sporting por ter encontrado seringa

O hotel do Sporting em Malmö recebeu esta quarta-feira uma visita inesperada que criou alguns embaraços, mas que segundo o médico Gomes Pereira foi tratada com a máxima discrição. É que a Brigada de Narcóticos sueca foi informada de uma seringa encontrada num quarto de um jogador leonino e o médico teve de prestar alguns esclarecimentos. Tudo se resolveu, mas a UEFA vai ser informada do sucedido.

«Aquilo que aconteceu é que uma empregada encontrou uma seringa devidamente acondicionada, num saco de plástico dentro de um cesto. Segundo as regras do hotel, quando isto acontece os empregados são obrigados a chamar a brigada», começou por contar Gomes Pereira. «Chegaram no hotel à civil, levaram-me para uma sala e esclareci porque razão tinha utilizado a seringa. Eles ficaram satisfeitos e foram embora, dizendo apenas que teriam de avisar a UEFA desta situação.»

A seringa foi encontrada no quarto de Anderson Polga, mas o médico garantiu que não foi utilizada no defesa brasileiro, escusando-se a adiantar o nome do jogador que levou a injecção. «Estas situações são absolutamente normais. Há medicamentos que são administrados por injecção e por isso tudo isto é normal», referiu Gomes Pereira. «Trata-se de um processo banal. Sempre que é encontrada uma seringa num quarto, os agentes da autoridade têm de ser informados e foi o que aconteceu. Isto foi rigorosamente o que aconteceu», sustentou. «Eles não vão lá por causa do doping, mas devido aos narcóticos. São substâncias legais e não há quaisquer problemas. Mostrei a minha carteira de médico e disse-lhes porque utilizei a seringa.»

Vitória no congelador sueco!

Contra uma equipa que, ou é muito fraca ou foi muito dominada, classe, calma, domínio total. 1-0? Muito pouco!