Hoje é um dia muito triste para o Sporting, com o falecimento daquele que foi na minha opinião o melhor presidente de sempre do clube.
Foi durante a sua presidência que o clube se tornou eclético, com participação em inúmeras modalidades e vários títulos europeus.
Foi ele que lançou com várias dezenas de anos o antecessor da vuvuzela, as célebres "cornetas verdes".
Foi o responsável pela primeira digressão de uma equipa portuguesa pela China.
Durante os seus mandatos o clube conquistou 1.210 títulos nacionais, 52 taças de Portugal e oito taças europeias em várias modalidades, que nessa altura eram 22 e movimentavam 15.000 praticantes.
Descansa em Paz, grande Leão!
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sexta-feira, março 08, 2013
terça-feira, março 22, 2011
Morreu Artur Agostinho
Aos 90 anos de idade, deixa-nos este grande sportinguista, um verdadeiro exemplo em todos os aspectos da sua vida!
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Velhas Glórias
sexta-feira, dezembro 03, 2010
De lágrimas nos olhos a relembrar Joaquim Agostinho
Com a devida vénia à Bola
Por Rui Baioneta
Christian Palka, antigo ciclista, foi companheiro do português na Bic. Hoje é jornalista e esteve em Alvalade a acompanhar o Lille. Um "reencontro" inesperado que lhe encheu o coração.
Definitivamente, a forma como aqueles olhos, humedecidos, fixavam a fotografia de Joaquim Agostinho, em exposição no hall VIP do Estádio José Alvalade, não era igual aos demais. Por norma, quem passeia no local e observa as várias fotografias ali estrategicamente colocadas, que homenageiam figuras históricas do emblema de Alvalade, olha, aprecia, comenta, enfim, admira. Mas com aquele homem não era bem assim. Era diferente. Ele apreciava a cada instante a fotografia de Joaquim Agostinho e só de Joaquim Agostinho.
Era jornalista. Disso não havia dúvidas. A credencial ao pescoço denunciava-o. Vestia roupa confortável: calças de ganga, sapatos desportivos, um blusão quente, mala colocada no ombro na qual estavam guardados, mas mal arrumados, várias aparelhos de som, indispensáveis para fazer o seu trabalho, e um microfone com o logótipo da rádio France Bleu Nord.
Tudo acontece durante a zona mista, após o jogo entre o Sporting e os franceses do Lille, disputado na quarta-feira à noite para a Liga Europa. O raio de acção daquele homem na casa dos 60 anos, uma barriga respeitável e já algumas rugas no rosto, aos quais os demais jornalistas franceses se dirigiam com notável respeito, ficou mais limitado após os seguranças colocarem os placards de publicidade e algumas fitas a delimitar o espaço no qual os intervenientes do jogo iriam responder às perguntas dos jornalistas. André Santos termina o seu depoimento e A BOLA volta a observar as movimentações daquele intrigante homem, que continua com os olhos estranhamente brilhantes. E ele volta a esticar o pescoço a tentar fazer uma nova observação de Joaquim Agostinho, cuja fotografia está precisamente atrás dos painéis publicitários.
Mas quando chegaria, enfim, a oportunidade de meter/puxar conversa? Não era tarde, nem cedo. Era já!
- Então, tudo bem? Já percebi que o amigo é fã do nosso Joaquim Agostinho. Diga lá quantas vezes já observou aquela fotografia?
O homem reage com espanto. Depois sorri. Sentiu-se seguramente observado. Mas lá responde.
- Sou um grande admirador de Joaquim Agostinho. Que grande ciclista! Um dos melhores de sempre. Repito: um dos melhores de sempre!
A resposta saiu disparada e... emocionada. Percebe-se que o homem está seguro e sabe do que fala, ainda que, nesta fase, não demonstre muita disponibilidade para avançar muito mais. Continua atento às movimentações, até porque naquele período alguns jogadores do Lille abandonam o balneário e, no caminho para o autocarro, prestam declarações aos jornalistas.
A conversa tinha ficado no início e, pouco depois, é ele próprio quem a retoma.
- Tu ainda és novo, mas de certeza que te lembras de Joaquim Agostinho.
De mim é que não. Sou o Christian Palka, também fui ciclista profissional. Ai o Tino, o Tino... [a partir daqui é sempre assim, por Tino, que se refere a Joaquim Agostinho].
É então que explica o porquê de tanta admiração. Afinal, havia, de facto, um motivo muito forte para isso. Ele avança pormenores, ainda que, durante a conversa, tenha alguma dificuldade em lembrar-se de algumas datas.
- O Tino foi meu companheiro de equipa na Bic, em 1973. Estive lá de 1971 a 1974. Mais: fomos companheiros de quarto na Vuelta nesse ano. Ganhou o Eddy Merckx e o Ocaña, também da Bic, foi segundo. O Tino ficou em sexto, creio. Eu fiquei cá mais para trás [n.d.r. foi 58.º da geral].
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sexta-feira, julho 09, 2010
Moniz Pereira abandona atletismo
O vice-presidente dos leões sente-se cansado após 65 anos de entrega ao atletismo. O actual vice-presidente e coordenador da modalidade indicou ao presidente do clube os nomes de Bernardo Manuel e Abreu Matos para o suceder.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
"Não vou poder continuar a ser o responsável pelo atletismo do Sporting. Estou quase com 90 anos e chegou o momento de passar a pasta a outros técnicos coordenadores da modalidade." Moniz Pereira coloca, assim, fim à sua relação com o atletismo do clube de Alvalade que teve início em 1945 e dura, praticamente de forma initerrupta, há 65 anos, numa altura em que é anunciada a redução do orçamento para atletismo para cerca de 600 000 euros. "Já tive uma conversa com o presidente do clube [José Eduardo Bettencourt] e ele compreendeu a minha situação", disse ao DN o vice-presidente do Sporting, clube onde já foi tudo. "Atleta, treinador, dirigente, seccionista, roupeiro e massagista", recordou a sorrir.
"Começa a ser difícil continuar. A negociação dos contratos com atletas e treinadores, a organização das competições. Enfim, uma série de situações em que já tenho dificuldadea", assume para acrescentar: "Estou 'destreinado' de ter férias. Preciso de tempo para mim. Ler livros e escrever sobre coisas que não tenho tido tempo." O "senhor atletismo" assume, todavia, que irá continuar ligado ao clube como vice-presidente. "Tenho uma ligação de uma vida. Por isso também a minha continuidade na direcção", explica. "Sugeri ao presidente os nomes de Bernardo Manuel [antigo atleta do Sporting e actual treinador de meio-fundo] e/ou Abreu Matos [técnico de velocidade, saltos e barreiras]. Ele agora terá de decidir qual a melhor solução", conclui. O DN sabe, todavia, que caso estes não aceitem o cargo, o clube terá de encontrar um solução externa que poderá passar por José Carvalho, treinador de velocidade e barreiras. O Sporting aprovou a 1 de Julho um orçamento de 14,5 milhões de euros para 2010/2011, o que implica uma redução de dois milhões de euros em relação à época passada. O atletismo, vice-campeão da Europa um ponto dos russos do Luch (Moscovo), sofre também com este aperto, recebendo 600 mil euros, o mesmo que o andebol e o futsal, o que representa, sensivelmente, menos 200 mil euros que em 2009/2010.
quarta-feira, maio 05, 2010
quarta-feira, abril 28, 2010
UM GOLO DO MORAIS, QUE NÃO ESQUECE MAIS!
O Sporting Clube de Portugal está de luto. Faleceu João Morais, aos 75 anos de idade. O jogador dos «leões» foi o autor do célebre golo marcado de canto directo na finalíssima da Taça das Taças, a 15 de Maio de 1964, na Bélgica, contra os húngaros do MTK, que deu ao Sporting um troféu europeu. Morais iniciou a sua carreira no Sporting de Alcabideche, tendo passado posteriormente pelo Estoril Praia e Torreense, ingressando no Sporting em 1954. Deixou o Clube em 1969, jogando ainda na África do Sul e no Rio Ave, clube do qual seria também treinador. Em Alvalade, o defesa conquistou três Campeonatos Nacionais e uma Taça de Portugal, para além da Taça dos Vencedores das Taças.
O corpo de João Morais estará na Igreja de S. Francisco, em Vila do Conde, de onde sairá para o cemitério da mesma cidade, pelas 16h30 de quinta-feira, onde será realizado o funeral.
O Sporting envia as mais sentidas condolências à família de um grande «leão» que deixou o universo sportinguista mais pobre.
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quarta-feira, março 31, 2010
Alvalade despede-se de Iordanov
No próximo dia 5 de Maio, pelas 20h30, terá lugar no Estádio José Alvalade, o jogo de despedida de Iordanov. O ex-jogador e ex-capitão dos «leões» convidou para a festa vários amigos e jogadores que actuaram na sua equipa e, a pouco mais de um mês para a realização do encontro, já estão confirmadas as presenças de Oceano Cruz, Pedro Barbosa, Rui Jorge, Beto, Pedro Venâncio, Carlos Xavier, Marco Aurélio, Vidigal, Nelson Alves, Luisinho, Sá Pinto, Leal, Filipe Ramos, Paulo Costinha (gr), Pedrosa e Nelson Pereira (gr).
No jogo de despedida do avançado búlgaro, também já confirmaram a sua presença muitos internacionais portugueses de outros clubes, como Vítor Baía, Jorge Costa, Rui Costa, António Veloso, Paneira, Neno (gr) e Pauleta.
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segunda-feira, março 22, 2010
ARMANDO ALDEGALEGA
Uma lenda viva do nosso clube!
Este post é dedicado ao ignorante da RTP que o entrevistou antes da 20ª meia maratona de Lisboa, ignorando com quem estava a falar! (perguntou-lhe no fim, qual é o seu nome?)
ARMANDO ALDEGALEGA
Legenda da Maratona
Embora tenha sido atleta olímpico (em Tóquio 1964), Armando Aldegalega tornou-se particularmente famoso pela sua longevidade, sempre com a camisola do Sporting vestida. Correu mais de 50 maratonas e continua a participar em campeonatos do Mundo e da Europa de veteranos, numa carreira iniciada em 1956 (tinha então 18 anos), há meio século!
O desporto proporcionou-lhe a obtenção das antigas terceira e quarta classes (sem quais não podia começar a competir) e um emprego, na Cidla (actual Galp). Agora, reformado, passa os seus dias ligado ao atletismo, como corredor e treinador, adjunto de Bernardo do Manuel no Sporting.
Na maratona, foi campeão ibero-americano em 1962 e esteve no Campeonato da Europa de Helsínquia, em 1971, sendo 15º com aquele que ficou como seu recorde pessoal: 2.20.01, 2. Desta marca se aproximou diversas vezes, mas nesse tempo escasseavam as maratonas rápidas...
Curiosidade
Dez vezes campeão nacional, entre 1962 e 1980 – 18 anos de intervalo, Armando Aldegalega detém vários recordes de longevidade, o mais saliente dos quais é o de internacionalizações: entre a primeira, em 1959, e a última, em 1986 (quando já contava 48 anos), passaram nada menos de 27 anos...
Foi dez vezes campeão nacional da maratona, com 18 anos de intervalo entre a primeira (1962) e a última (1980). Em maratonas correu mais de 2.100 quilómetros mas em treinos já deu várias voltas á terra. Ainda há alguns fazia uns 7.600 km por ano, o significa que dava uma volta completa á terra em cada cinco anos e meio!...
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